Diário de uma mãe antenada de primeira viagem – O puerpério

Olá @ntenadas!

Hoje mais uma matéria da seção Diário de uma mãe @ntenada de primeira viagem! Acompanhem o relato da Karol sobre o seu puerpério, momento super delicado do pós-parto!

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Oi gente, pra quem não sabe puerpério é o período do pós-parto no qual a mulher passa por transformações corporais, hormonais e no dia a dia (agora com um bebê), o que causa uma série de descobertas sobre si mesma (medo, alegria, angústia, saudade, amor).

Durante a gestação eu me preparei para o parto com muita informação, li muito sobre cuidados com o bebê, sobre amamentação, sobre sono do bebê, porém acabei deixando o puerpério totalmente de lado, pois acreditava que esse período seria muito tranquilo e que eu conseguiria viver a vida normalmente.

Na minha cabeça, seria um momento incrível em que eu teria tempo de fazer um monte de coisas, afinal, um bebê dava trabalho, sim, mas não era tanto trabalho que me impediria de viver, além disso, teria meu marido, minha mãe e minha sogra comigo durante todo o tempo, seríamos quatro cuidando da neném, então seria tranquilo, um momento de descoberta, de autoconhecimento, mas de paz, de alegria e tranquilidade.

Mas não foi nada disso, o puerpério me devastou. Tudo começou quando eu percebi que não sabia o que fazer após o parto. Tive um parto tranquilo, uma recuperação da cirurgia tb, mas depois que a neném nasceu e voltamos pra casa, percebi que não fazia ideia do que fazer naquele momento, meu primeiro obstáculo surgiu na amamentação, achei que isso seria simples, que ia acontecer naturalmente, mas foi dificílimo.

A maternidade linda e maravilhosa das capas de revista e das redes sociais é óbvio que não existia.
Começou uma caminhada de confusões sentimentais e com isso tudo choro, muito choro. Estava tendo todo o suporte logístico da minha mãe e da minha funcionária com a casa, eu “só” tinha que cuidar da neném, mas eu estava exausta, não conseguia dormir por duas horas seguidas se quer, a cabeça já começa a trabalhar contra a gente.

E eu chorava, e me sentia muito culpada, afinal não queria tanto ter filho? Como podia me sentir assim tão sensível e chorona? Foi muito difícil passar por tudo isso e sofrer sozinha pois não tinha coragem de me desabafar com ninguém, porque eu mesma não me permitia sentir tudo isto, não sabia que era normal e me sentia extremamente culpada.

Consegui começar a melhorar quando encontrei os grupos de apoio: para mim a fala de outras mães foi absolutamente essencial para me levantar e entender que é normal, que é uma fase e realmente vai passar.

Depois desse turbilhão de emoções e sensibilidades me bateu outra agonia: como que ninguém me avisou que eu não teria mais minha vida de volta? Achava que nunca mais fosse sair de casa de novo 🙈

Hoje ela tem três meses, e a fase mais difícil já passou, e comecei a enxergar o puerpério como um momento de zerar a vida, sinto como se tivesse acabado a pessoa que eu era antes e começasse a construir uma pessoa absolutamente nova do zero, que precisasse aprender tudo de novo, porque a maternidade transforma tão profundamente que acho que não tem como explicar ou entender, é preciso estar lá e passar por isso.

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Um Beijo carinhoso
Karol e Isabella

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